sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Reminiscência

Quando as águas do rio eterno
vierem me levar,
Levarão todas as memórias
Que deixo e deixei estar!

Tentarei me agarrar às pedras
para não ir com a correnteza.
Mas minha pessoa há de partir
                     [levada pela leveza...]

Pois a mente humana é muito pequena
comparada ao tamanho do mundo!
Tudo fala, tudo pensa,
tudo some algum minuto.

Para que persistir
se a vida é perder?
Sofremos de tais verdades
das quais não queremos saber.

O que hoje é meu,
amanhã não o será;
as águas do rio eterno
um dia o irão levar...

O breu onda ficam os sonhos
mortos, no desaguar
Ah! Esses o rio eterno não consegue arrastar.
Todos esqueceram deles, foram postos sob o véu.
Os sonhos mortos riem e choram
em um mundo onde moram
e este eu chamo de céu.

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